segunda-feira, 11 de julho de 2011

Retalhos

Me abrigo nas metáforas
da minha colcha tecida ao longo do tempo...
Múltiplos retalhos coloridos
sem nenhum alinhavo.
Teci todos com fios de fibra óptica,
para resistir ao tempo, ao relento,
assim mesmo na eternidade todos poderão ler.
A solidão, o silêncio e a instrospecção...
São os tons neutros.
O amor e a esperança...
São os mais vivos que tanto marcam minha vida.
Os fluorescentes... São os momentos
em que viajo fantasiando os sonhos meus.
Como em todos me emocionei, me entreguei,
arrematei suas franjas com papel timbrado
com as minhas iniciais...
Firmando retalhos poéticos.

Coragem de amar.


Existem pessoas que acham que demonstrar amor é parecer fraco, mas por quê?
Amar é ter coragem de mostrar para o mundo quem você escolheu para esta do teu lado.
 Amar é ter coragem de derrubar muros para começar um relacionamento mesmo sabendo que muitas barreiras ainda estão por vir.
 Amar é ter coragem de chorar e colocar pra fora o que não se aguenta mais dentro da gente.
 Amar é ter coragem de jogar todos os outros caminhos que pensamos em seguir fora e caminhar na certeza que o que o caminho que escolhemos é o melhor  e decidir nunca mais olhar pra trás.
 Amar é ter coragem de mostrar pra todos que submissão é diferente de respeito. Há aqueles que não amam e acabam trocando o sentido dessas  palavras.
Os que amam são os abençoados de coragem.
Dividir agonias, dividir felicidade, deixar uma pessoa invadir o seu intimo, descobri seus defeitos , suas fraquezas,  sem saber ao certo qual será seu futuro. Pois é, se isso não for sinal de coragem, não sei o que será.

By: Leila Campelo

sábado, 9 de julho de 2011

Site mostra em um mapa onde as pessoas acabaram de fazer sexo

Mas uma loucura da tecnologia.

A grande maioria das pessoas gosta de fazer sexo, isto é um fato. Tudo bem, tem gente que gosta mais do seu iPad ou prefere ficar 36 horas consecutivas jogando World of Warcraft, mas estas são exceção. Sendo assim, por que não contar pra todo mundo que você fez sexo?
Conte onde você fez sexo. (foto: reprodução)


O I Just Made Love faz isso. O serviço usa o mesmo conceito do Foursquare, e você pode fazer um check-in no local onde acabou de ter a relação sexual. O serviço é bem completo, para uma proposta que só serve para divertir. Entre outros detalhes, você pode selecionar o local onde a relação aconteceu (casa, hotel, motel, ao ar livre, dentro do carro e até em um barco), se usou camisinha ou não, se foi a primeira vez e até dar uma nota para a parceira. Tudo de forma anônima.
Conte onde foi e como foi a relação sexual (Foto: Reprodução)   
Leia mais na Globo.com - techtudo : http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2011/07/site-mostra-em-um-mapa-onde-pessoas-acabaram-de-fazer-sexo.html
Fonte: Globo.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Preconceito contra nordestinos

 Falar de preconceito contra nordestinos é sempre angustiante para mim, acho fora do normal esse preconceito insustentável que tantas pessoas ainda divulgam por redes sociais.
Nunca sofri nenhum preconceito na cara, até porque nunca fui para fora do Nordeste, mas, encontrei esse texto de uma conterrânea a Rosana Jatobá que fala nitidamente do preconceito que ela uma Jornalista e graduada em Direito pela UFBA sofreu e concerteza deve sofrer por ser nordestina. Agora imagine se ela que tem dinheiro é uma jormalista conceituada sofre preconceitos, imagine ás pessoas de bem que migram pro sul e sudeste a procura de uma vida melhor? Você já deve imaginar, é triste.
Espero que leiam o texto, é um pouco grande mas vale muito a pena.
Bjus

(Para refletir)

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.
Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park”, disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem “farofa” no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar….
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os “Paraíba”, que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a “Cabeça chata”, outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
- O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:

“O teu cabelo não nega, mulata Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor”.

“É ofensivo”, diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão “pé na cozinha”, para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constrangimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:
“Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra ‘niger’ para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
‘Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe’…que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan ‘black is beautiful’. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém”.
Será que na era Obama vão inventar “Pé na Presidência”, para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como “inofensivos” , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
- A minha “criadagem” não entra pelo elevador social!
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, “viado”, maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia …
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: “O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem”.
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcoólatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos…

Rosana Jatobá
Rosana Jatobá nasceu em Salvador, na Bahia, é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dica - Jazz no MAM

Pra você que é de Salvador, curti música de qualidade (pagando pouco) e um pôr-do-sol espetacular, o Solar do Unhão é o lugar certo. 
Todo sábado rola o JAZZ no MAM (Museu de Arte Moderna da Bahia).
Galera alternativa, música de qualidade e para completar um pôr-do-sol  LINDO! Relaxar com o barulho do mar, deitado em uma esteira com os amigos ou abraçado com seu amor.
Recomento.


Data: Sábado, 09 de Julho
Projeto: JAM NO MAM
Atração: Jazz de qualidade
Onde: MAM – contorno
Horário: 18h às 21h
Quanto: R$ 5 e R$ 2,50 (meia)
Todo sábado!